domingo, 30 de agosto de 2009

Meu Mar...

Esse meu mar se foi. Não volta mais. Não sei se ventos que sopram meu rosto é apenas uma brisa a me acalmar e me desejar todo alívio necessário ou se é um tornado a me enfurecer e destroir meu pranto.
As ondas da saudade vão ficar, e sim, por muito tempo na calmaria da minha alma. Que já não busca mais o seu encanto a me iludir, e sim os meus olhos a me dizer a verdade. De fato, é uma saudade gostosa, que vem como uma pequena marola, suave, despercebida e saudável.
Se o sol se esconder, e se recusar a banhar meu rosto com seus raios de purificação fecho minha cadeira e sigo adiante. Talvez para outra praia que me faça refletir, talvez em busca de outro coração que me ofereça abrigo.
Não sei até onde irei caminhar, sigo assim, sem risco sem traço, sem laço. Já se foi o tempo em que eu pensava que toda concha pertencia ao meu mar e que as ondas iriam traze-las ao meus pés.
Caso você pare pra pensar no que eu escrevi e achar que esse mar anda meio turbulento e sua rota de navegação anda um tanto quanto perigosa, não pense em mim. Jamais pense em mim. Se o mar é meu eu conheço, se as ondas são minhas eu as conheço, se as conchas são minhas já não as quero mais, me enjoei de abrí-las e ver que encontrar uma pérola em cada uma que um dia me encantei e a colhi com as mãos é conto de fadas de mais pra uma vida, assim, que muda tão derrepente.

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