domingo, 30 de agosto de 2009

Meu Mar...

Esse meu mar se foi. Não volta mais. Não sei se ventos que sopram meu rosto é apenas uma brisa a me acalmar e me desejar todo alívio necessário ou se é um tornado a me enfurecer e destroir meu pranto.
As ondas da saudade vão ficar, e sim, por muito tempo na calmaria da minha alma. Que já não busca mais o seu encanto a me iludir, e sim os meus olhos a me dizer a verdade. De fato, é uma saudade gostosa, que vem como uma pequena marola, suave, despercebida e saudável.
Se o sol se esconder, e se recusar a banhar meu rosto com seus raios de purificação fecho minha cadeira e sigo adiante. Talvez para outra praia que me faça refletir, talvez em busca de outro coração que me ofereça abrigo.
Não sei até onde irei caminhar, sigo assim, sem risco sem traço, sem laço. Já se foi o tempo em que eu pensava que toda concha pertencia ao meu mar e que as ondas iriam traze-las ao meus pés.
Caso você pare pra pensar no que eu escrevi e achar que esse mar anda meio turbulento e sua rota de navegação anda um tanto quanto perigosa, não pense em mim. Jamais pense em mim. Se o mar é meu eu conheço, se as ondas são minhas eu as conheço, se as conchas são minhas já não as quero mais, me enjoei de abrí-las e ver que encontrar uma pérola em cada uma que um dia me encantei e a colhi com as mãos é conto de fadas de mais pra uma vida, assim, que muda tão derrepente.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

...

"Se o tempo é hora, horas vão e vem, o fato precede o causo e a vida se escora no destino."

Ao não-amar...

Não é outono, mas as folhas secas da saudade caem
Sem nenhum pingo de sensibilidade
Entram em meu peito e arrazam esse imenso vazio que guardo comigo
Tudo muda com o tempo, menos a dor
Essa sim causa impacto em meu coração e me derruba sem alguma dó
Nada é tão forte que possa cobater o sentimento mundo solidão
Sozinho, o fato eh longo, a historia eh continua
Sempre o mesmo mal a me torturar
Não quero mais viver nesse sofrimento
Nesse momento só quero parar de te amar.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Desculpa...

Me desculpa se assim mudei para o que não sei e o que não vi.
Me desculpa se já não sou aquilo que um dia vc conheceu.
Se estou evoluindo ou não logo meu futuro é quem dirá.
Queria apenas saber em que ponto mudei, se foi pra melhor ou pra pior.
Só espero que me entenda, e, se possível me explicar se o mundo gira, se o tempo passa ou se realmente eu mudei.

...

Sozinho aqui nesse quarto sinto saudade dos seus olhos, da sua boca e do seu mundo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meu Riso...

Minha felicidade esta sorridente para a vida,
hoje ela não quer saber se foi, será ou esta sendo
apenas sorri e mostra aos ventos do destino que esse
meu riso me liberta para expor o meu eu
Assim, leve e discreto
porem sincero e orgulhoso
orgulhoso nao por continuar andando
e sim por continuar sorrindo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Menino...II

Eu sei que por fora nao parece,
mais dentro de ti a uma alma iluminada,
com a paixão pela escrita e lábia de poeta.
Suas palavras me deixam em transe,
injetam em meu sangue a droga da calma,
arrepiam minha pele que pede sua alma.
Suas emoções se tornam as minhas,
meus olhos passam agitados em cada verso,
em cada linha,
em busca do fim de cada palavra escrita.
É voce poeta que me entorpece todos os dias,
é a droga que nunca me matará,
mais trará para dentro de mim a memória das mais belas poesias.

Carol Croft

domingo, 17 de maio de 2009

As Flores do Meu Coração...



Eu sei, ainda não é outono e as folhas que enfeitaram os amores na primavera, agora são flores em outros corações, mas nos meus olhos já se anuncia a escassez da última estação. Trago, entretanto, flores tardias em meu peito. Nem todas, miram a luz do sol. Não constam dos catálogos dos biólogos, nem dos balcões das floristas. Cultivo espécimes únicos.



Algumas apenas mimetizam uma lembrança que envelhece à distância. Uma saudade. Outras apenas são uma tarde qualquer sob a chuva. E, algumas, são lírios de desejos carmins ou avencas esperançosas. Há, as delicadas, receosas, antigas flores machucadas, como soluços sem consolo, que não mais se abrem, como as esperanças dos amores inocentes. Há, entristecidas, as que morrem diariamente, por escassez de cuidados e abandonos. Mas, teimosamente, apesar de crer que o outono pode não ser um jardim às avessas, guardo flores no coração.


Escrevo velhas cartas de amor para ninguém, leio livros na varanda e a falta dela na primeira luz da manhã que atravessa minha consciência. Sonho ler todos os poemas e jogar gude tão bem quanto moleque. Bebo muito vinho e ilusões, diariamente, e isto me faz acreditar que não estou morto, mas, se duvidarem, exijo que beijem minha boca por longos dez minutos e, se eu reagir, me possuam enlouquecidamente como um milagre de sua própria existência, a regar as flores em meu coração.


Adoro restaurante, gosto de pratos enfeitados com canela e besteiras, incorretas, na rua, como taboca, caldo de cana e maniçoba no mercado. Danço mal e já perdi mulher por isso, mas engano no forró, que adoro, como um chamado que ecoa lá na memória. Nado pior ainda, tenho colesterol elevado, mas sei andar de bicicleta, viro lobisomem na lua cheia, te garanto, mesmo que você seja incrédulo, e cio, mas, apesar de tudo, tenho leiras de flores no meu coração.

Produzo muito. Acho que sou criativo. Contei só histórias que inventei para meus filhos dormirem, velhas lendas, de amores impossíveis, em que só eu acreditei. E sempre achei que a sala de casa era para jogar bola, fazer corrida de saco, pega-pega, giro maluco e outras invenções que povoam minha alma de menino, nunca vasos e móveis para as visitas. É lá que, apesar dos protestos e um ou outro acidente com arranjos, nos cansamos e ficamos deitados e sujos, no granito frio, abraçados às flores do meu coração.


Sou, essencialmente, emoção. E perdi o medo do choro. Sou péssimo em jogos, não gosto de matemática e falto de forma sistemática a ginástica. Uso óculos desde o canal de parto, sou alérgico a camarão, aviso desde já a quem me convida para jantar, pois já passei umas duas ocasiões devorando salada, sob a alegação de recomendação médica, urucubaca com mariscos, opção ecológica e coisas tais. Já passei dos quarenta e devo estar fora de moda, mas sei amar as palavras como ninguém e sonho flores no meu coração.


Amo as noites de lua, a volúpia dos seus feitiços, o pôr-do-sol que enfeita as moças, de graça, as coisas simples, o cheiro do rio lá na roça. Tenho períodos em que escolho roupas adequadas, outros não e dias que não calço meia por pura preguiça. Ainda creio que para sempre é possível e recomendo aos senhores que nunca deixem a mulher de sua vida lhe esperando para jantar e nunca durma, por maior que seja a zanga, sem perdão. Aprenda isso rápido, antes que seja tarde demais, pois temos todos, alambrados secretos nos jardins e o amor, por ser amor, não basta. Mas, ainda que eu esteja aprendendo a pertencer, tenho flores no meu coração.


Adoro conversar com velhas senhoras e nos apaixonamos reciprocamente. A última que amei assim foi Tia Regi, com sua ternura de fada madrinha, iluminada por candeeiros. Tenho facilidade com as crianças e aversão a chefes e poderosos, onde sempre se está a um passo da bajulação. Conto piadas razoavelmente, improviso e falo muito bem, mas sou ruim com dinheiro. Faço feira como uma boa dona de casa, mas detesto arrumar dispensa. Sei que, no outono, as folhas caem, secas, que os ossos doem feito poeira, mas tenho flores, que dizem te amo, eu meu coração.


Sei que só os amores ensandecidos são capazes de cruzar o longo outono da convivência, por isto aprendi a amar com os loucos. Sei que estou envelhecendo, embora saiba, esperançosamente, que há mulheres que colecionam antiguidades, mas tenho as flores mais novas, inaugurais, que nunca haviam florescido, apavorando meu coração.


Eu sei, eu sei. Não é outono. Hoje é domingo. É verão. As folhas ainda sombreiam todos os destinos. E, agora, eu apenas espero, que alguém cuide das flores do meu coração...

Di Cavalcanti

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Menino...

Menino dos olhos verdes, do sorriso singelo

Menino que da vida faz um livro, letras, palavras, riscos, momentos escritos

Menino que se perde em minha mente, cresce e reflete em minha alma

Menino nao sei, nao entendo, só quero que faças da vida seu livro eterno.


Carol Croft

Venha Comigo...

Você me veio como um mar de tentação
Suas palavras curaram meu coração
Aquele que um dia tentaram enterrar
Mas que o destino se propôs a segurar
Agora me vejo com você e o pôr-do-sol
Leves desejos embaixo do meu lençol
Não estou interessado em partir
Estou em um caminho que quero prosseguir

Venha, sim amor, construir uma nova forma de viver
Venha, sim amor, o verdadeiro amor possamos entender

Você me conhece mas não pode compreender
Tento ser o melhor mais tudo é em vão
Estou buscando alguma forma de entender
Como estou feliz, no momento até então
Eu te desejo, e te quero junto de mim
Vou dar o melhor, você pode acreditar
Quero pensar que isso nunca tenha fim
Pois estou intensamente a te amar

Venha, sim amor, construir uma nova forma de viver
Venha, sim amor, o verdadeiro amor possamos entender

Venha, sim amor
Venha, sim amor